O Projecto Ariela Quibonga e a Semente Mimosa ensina crianças e adolescentes angolanos a guardar sementes dos frutos que já comem, a transformá-las em bidões-viveiro e a plantar árvores de fruto em escolas, hospitais e espaços públicos — sem custo de entrada, ao alcance de qualquer família.
Angola tem solos férteis, frutos abundantes e uma biodiversidade que pertence, antes de mais, às gerações futuras. Mas a expansão urbana e a perda de espaços verdes têm afastado as crianças da terra e dos seus ciclos naturais.
O Projecto nasce de uma convicção simples: devolver as sementes à terra é devolver à terra o paraíso que Deus criou. O nome presta homenagem a Ariela, neta do promotor, e à geração que vai herdar o mundo que hoje construímos — ou destruímos.
A ideia não tem complexidade nenhuma. A criança guarda a semente do fruto que já comeu, planta-a num bidão de água vazio, cuida da muda e leva-a depois para a escola, o hospital ou a praça, onde um dia dará sombra e fruto a outras crianças.
“Os grandes rios não nascem grandes. Nascem de uma pequena nascente que cresce, aprende o seu caminho e, sem perder a sua essência, transforma a paisagem por onde passa.” Manuel Quibonga Cândido, Promotor
Cinco gestos simples, sem custo, ao alcance de qualquer criança em qualquer escola.
A criança aprende a identificar e separar as sementes dos frutos que consome em casa ou na escola. A semente deixa de ser lixo e passa a ser tesouro.
O bidão de água vazio, item abundante em qualquer bairro, transforma-se em viveiro: fundo perfurado, terra e semente plantada.
A criança acompanha a germinação dentro do viveiro, em casa ou na escola, aprendendo que cuidar exige tempo, água e atenção.
Quando a muda atinge o tamanho certo, a criança leva-a para o destino final: a escola, o hospital, a rua, a praça ou o quintal comunitário.
A criança visita a sua árvore e acompanha o crescimento. Quando dá fruto, este pode ser comido por outras crianças, fechando o ciclo.
A mesma profundidade certa que está no vídeo, agora em imagem, para consultares sempre que precisares.












O vídeo institucional e a canção-tema já percorrem escolas e comunidades.
Aponta a câmara ao código, ou carrega para reproduzir.
Semente Mimosa — a canção
Semente Mimosa
Ariela Quibonga e a Semente Mimosa
Eh eh... oh oh...
Na terra vive a vida...
No silêncio do chão esquecido
Uma voz começou a chamar
Era a vida pedindo caminho
Era o tempo de recomeçar
O vento levou essa canção
Pela savana até um coração
Uma semente vai crescer
Na terra vai florescer
Se cuidarmos com amor
A vida volta com mais cor
Ariela Quibonga ouviu
Essa dor que ninguém sentiu
Com as mãos tocou o chão
E plantou transformação
Uma semente vai crescer
Na terra vai florescer
Se cuidarmos com amor
A vida volta com mais cor
Oh malembe... malembe...
A vida cresce devagar...
Oh malembe... malembe...
É preciso cuidar...
Ariela Quibonga mostrou
Que o futuro começou
Numa semente no chão
Que virou esperança e pão.
«Malembe» é uma palavra quimbundo que significa «devagar, com calma».
Metas do Plano Estratégico, do Ano 1 ao Ano 3 de implementação.
A participação é sempre voluntária e está aberta a qualquer instituição, sem custo de entrada nem hierarquia.
Não precisas de representar uma escola, um hospital ou uma empresa. Onde quer que estejas, podes começar hoje: guarda uma semente, planta-a num bidão, e torna-te discípulo do Projecto no teu próprio quintal.
A tua escola torna-se um núcleo autossuficiente: os alunos guardam sementes, os professores facilitam, os bidões vêm de casa. Não é preciso orçamento para o ciclo funcionar.
Hospitais e clínicas, públicos ou privados, podem ceder um pequeno espaço para um pomar, humanizando o ambiente e envolvendo crianças hospitalizadas no cuidado das árvores.
Parcerias institucionais e empresariais aceleram o alcance do Projecto: transporte, materiais de sensibilização, divulgação ou apoio técnico agronómico.
Identidade gráfica oficial, pronta a aplicar assim que a adesão for confirmada.
Este Projecto está pronto para começar. Com ou sem patrocínios. Com ou sem reconhecimento formal. Com as sementes que sobraram do jantar de hoje e com os bidões que já estão no teu quintal.